O Projeto “CAMINHOS DO
CANAVIAL: Leitura, Cordel e Cidadania”, incentivado pelo Funcultura em 2010,
foi aprovado pelo Produtor Cultural Rhafael Azevedo da Cunha, que possibilitou
a realização de uma Caravana de Fomento ao livro e à leitura em áreas carentes
da Zona da Mata Norte de Pernambuco.
A bordo de um Ônibus-Biblioteca
com livros e ambiente digital, o projeto realizou atividades dentro da
programação do Festival Canavial nos municípios de Aliança, Condado, Nazaré da
Mata e Vicência, foram: leituras teatralizadas, rodas de leitura, concurso de
poesias, contação de histórias, recital de poesias com Philippe Wollney
(Silêncio Interrompido, Goiana - PE), aula-espetáculo com o Mestre Costa Leite (Cordelista
e Patrimônio Vivo de Pernambuco), exposição de xilogravuras do cordelista Costa
Leite, visitação ao ônibus-biblioteca e apresentações artísticas com o Cavalo
Marinho Mestre Batista e o Mamulengo Flor de Jasmin.
O público-alvo foram
crianças e jovens das comunidades visitadas, com idades entre 04 e 16 anos.
Cada local obteve um público de aproximadamente 150 pessoas participando
diretamente das atividades educacionais, resultando num público total de quase
1000 pessoas atingidas pelo projeto.
O projeto também teve como
iniciativa doar 20 livros para iniciativa de montagem de uma pequena Biblioteca
em cada uma das comunidades, podendo assim promover o hábito da leitura e a
difusão cultural dos artistas e das manifestações culturais, utilizando
diversas formas de expressão literária, incentivando a leitura como meio de
conhecimento, desenvolvimento humano, formação e também diversão, tentando
minimizar as desigualdades no acesso à cultura e à educação, proporcionando
outras formas de inclusão social através da leitura.
Em sua primeira
realização o projeto Caminhos do canavial teve como
objetivo consolidar uma relação com as comunidades para elaborar projetos
permanentes de educação e cultura. E tentar alcançar localidades em que muitas
vezes o básico das políticas públicas ainda não alcança, mas que certamente a
nossa cultura popular, em especial os cordéis a xilogravuras e o Cavalo Marinho
já alcançaram.
Ao final da
realização do projeto, após analisar está aproximação com as comunidades,
pudemos avaliar que cada local onde foram realizadas as atividades, houve novos
conhecimentos tanto nosso que fizemos com que novas pessoas adquirissem
informações, conhecimentos e diversão, como para as pessoas que participaram
das atividades, que observando pudemos perceber em seus olhos, o brilho e a
alegria de ter um livro nas mãos, mergulhar dentro dele e adquirir novos
conhecimentos, além de proporcionar a muitos um momento de acesso à tecnologia
através da inclusão digital que mesmo com todo o avanço, muitos ainda nem
conheciam.
Fonte: texto postado por Érica Fernanda, assistente pedagógica da Biblioteca Mestre Batista.
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